A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quarta-feira contra um esquema nacional de descontos associativos não autorizados.
Um dos alvos da operação é o diretor e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), José Ferreira da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de ser alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, o sindicato foi descredenciado.
Em nota, o Sindnapi informou que a proteção dos direitos dos aposentados é uma prioridade fundamental para garantir uma sociedade mais justa e solidária.
A operação deflagrada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF) mirou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A situação, no entanto, se tornou insustentável, na avaliação de integrantes do Palácio do Planalto. Lula considera a gestão do INSS delicada, uma vez que afeta diretamente milhões de beneficiários.
Ao longo do dia, auxiliares de Lula trabalharam para divulgar a visão de que a operação da PF e da CGU era um sinal de que o governo protege aposentados e pensionistas, reduzindo o possível desgaste com o caso.
Além de Stefanutto, o procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, o diretor de benefícios e relacionamento com o cidadão, Vanderlei Barbosa, o coordenador geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente e o coordenador geral de Pagamentos e Benefício também foram retirados de seus cargos.
No total, as entidades teriam cobrado de aposentados e pensionistas um valor estimado de R$ 6,3 bilhões, entre os anos de 2019 e 2024.
Por Redação em 24 de abril, 2025



