Milhares de pessoas se reuniram no Centro de Curitiba neste domingo (21) em atos com objetivos opostos: enquanto um grupo protestava contra a PEC da Blindagem, outro se manifestava a favor da anistia. A presença simultânea das duas manifestações aconteceu mesmo debaixo de chuva.
Centenas de manifestantes se concentraram em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, por volta das 14h. No ato, que teve o canto do hino nacional e foi organizado pela ala da direita, a morte do ativista americano Charlie Kirk durante um evento no campus da Universidade Utah Valley foi lembrada. O protesto também foi a favor da anistia e pelo “resgate das universidades”.
Já na Boca Maldita, a poucos metros da Praça Santos Andrade, milhares de pessoas se organizaram para protestar contra a PEC da Blindagem e em desfavor do projeto de lei que prevê anistia aos condenados do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação também criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Os atos contra a PEC da Blindagem e o projeto da anistia aconteceram simultaneamente em pelo menos 11 capitais brasileiras neste domingo (21) sob a organização de movimentos sindicais e partidos da esquerda.
O que dizem a PEC da Blindagem e o projeto de anistia?
A PEC da Blindagem, proposta de emenda constitucional que está sendo analisada no Senado, pretende alterar regras sobre processos e punições de políticos. O Congresso Nacional, por exemplo, pode ser permitido a barrar processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF).
O projeto de anistia, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados desde a última quarta-feira (17), prevê perdão ou diminuição da pena aos condenados pela trama golpista. Desta forma, o texto não precisa passar por comissões e poderá ser votado direto no plenário.
Por Redação em 21 de setembro, 2025



