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quarta-feira, setembro 16, 2026

Mulheres trans são proibidas de disputarem as Olimpíadas

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) a implementação de uma nova política que exigirá a realização de testes genéticos para atletas que desejarem competir em categorias femininas nos Jogos Olímpicos a partir de 2028, em Los Angeles. A medida estabelece que apenas atletas consideradas biologicamente femininas poderão participar dessas disputas, o que, na prática, impede a presença de mulheres trans nas competições olímpicas femininas.

De acordo com o COI, o exame deverá ser realizado uma única vez ao longo da vida da atleta e terá validade permanente para eventos oficiais vinculados à entidade. A recomendação também foi estendida a federações esportivas nacionais e internacionais, embora a regra não se aplique a práticas esportivas de caráter amador ou recreativo.

Em comunicado, a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a decisão busca garantir condições de igualdade nas disputas. Segundo ela, “em um ambiente altamente competitivo como os Jogos Olímpicos, diferenças mínimas podem impactar diretamente o resultado final, o que torna essencial preservar a equidade entre as competidoras”.

A decisão repercutiu entre atletas e entidades esportivas. No Brasil, o tema ganhou destaque após episódios recentes envolvendo a jogadora de vôlei Tiffany Abreu, que enfrentou obstáculos para disputar a Copa Brasil de Vôlei Feminino, em Londrina, devido a uma legislação municipal que restringia a participação de atletas trans em competições realizadas em espaços públicos. Na ocasião, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) obteve na Justiça autorização para garantir sua participação no torneio.

Diante do novo posicionamento do COI, Tiffany manifestou insatisfação e criticou o cenário político internacional. Em entrevista ao jornal O Globo, a atleta associou a medida a movimentos conservadores e à influência de lideranças políticas, mencionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o contexto da realização dos Jogos em território norte-americano.

A nova diretriz do COI deve intensificar o debate global sobre inclusão, direitos de atletas trans e critérios de elegibilidade no esporte de alto rendimento, tema que vem sendo discutido por organizações esportivas, especialistas e governos em diferentes países.

Por Redação em 04 de abril, 202604

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