Professores da rede municipal de Curitiba realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (8), na Praça 19 de Dezembro, região central da cidade, mesmo após decisão judicial que considerou ilegal a greve da categoria. O ato marcou o início de uma caminhada até a sede da Prefeitura.
A mobilização ocorre em meio a relatos de funcionamento parcial de escolas municipais. Pais apontaram ausência de docentes em algumas unidades e reorganização de alunos em salas conjuntas, apesar da orientação oficial para manutenção das atividades normais.
Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Diana Abreu, a paralisação é uma reação às condições enfrentadas pelos profissionais da educação. Ela criticou a gestão municipal, citando falta de valorização, problemas estruturais e deficiência no quadro de עובדים.
Durante o protesto, representantes sindicais destacaram dificuldades como escassez de professores, falta de suporte adequado para estudantes com deficiência e superlotação em salas de aula. Também foram mencionadas reivindicações relacionadas ao cumprimento do piso salarial e à garantia de hora-atividade.
A greve foi aprovada em assembleia que reuniu mais de 2,5 mil docentes, após rejeição da proposta apresentada pela Prefeitura. Entre as demandas estão progressão na carreira, convocação de aprovados em concurso público e ampliação de benefícios como vale-alimentação e vale-transporte.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), no entanto, determinou a suspensão do movimento ao entender que não houve esgotamento das negociações. A decisão prevê multa diária de até R$ 100 mil ao sindicato, além de desconto salarial para os servidores que aderirem à paralisação.
Mesmo com a determinação judicial, o sindicato mantém a mobilização e defende a legalidade do movimento. Integrantes de outras áreas do funcionalismo também participaram do ato, ampliando o alcance das reivindicações.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) devem continuar funcionando normalmente e afirmou manter diálogo com a categoria. Já o sindicato contesta a decisão judicial e sustenta que a paralisação é legítima diante das condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais.
Por Redação em 8 de abril, 2026



