A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediada no Rio de Janeiro, disponibiliza um serviço especializado de assessoria e consultoria técnica voltado para órgãos e entidades públicas que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento abrange áreas essenciais de vigilância em saúde, com foco na coleta, identificação e diagnóstico viral de referência em culicídeos vetores, fundamentais para o controle de endemias no país.
O suporte técnico é direcionado a unidades de entomologia vinculadas aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de diversos estados, secretarias de saúde municipais e estaduais, Centros de Controle de Zoonoses (CCZ), Unidades de Vigilância de Zoonoses (UVZ), núcleos de controle de vetores e demandas coordenadas pelo Ministério da Saúde.
Capacitação e metodologias especializadas
O trabalho oferecido pela instituição prevê tanto aulas teóricas quanto práticas, realizadas presencialmente ou no formato online. Entre os principais tópicos abordados estão as técnicas adequadas para a captura de mosquitos vetores no campo, a correta instalação de armadilhas e a aplicação de metodologias específicas para agravos como febre amarela, malária e febre do Nilo Ocidental.
Além disso, o treinamento contempla diretrizes rigorosas para o transporte seguro de material biológico, a preparação laboratorial de espécimes — tanto na fase adulta quanto imatura — e o diagnóstico viral em culicídeos. O objetivo é fortalecer a capacidade técnica das redes locais de saúde na vigilância entomológica.
Como solicitar o atendimento
Para ter acesso à consultoria, o interessado deve realizar o pedido de forma eletrônica através da plataforma oficial do governo federal, utilizando uma conta integrada que atenda aos níveis de segurança exigidos. No processo de solicitação, é obrigatório o envio de documentos digitalizados em formato PDF, incluindo uma ficha de encaminhamento específica do órgão público requerente e um ofício institucional assinado.
Após a submissão dos dados e a geração de um número de protocolo, a equipe técnica da Fiocruz realiza a análise da demanda. Caso haja necessidade de complementação de informações, o solicitante recebe notificações automáticas por e-mail. Com a aprovação da solicitação, é necessário registrar o aceite final na plataforma digital para que o processo avance para a etapa de atendimento.
Atendimento presencial e canais de contato
As orientações personalizadas e o agendamento de atividades presenciais são coordenados por canais de e-mail específicos, divididos conforme a área de atuação e o agravo investigado. Questões relacionadas à vigilância entomológica em malária extra-amazônica devem ser encaminhadas para o endereço vetor.malaria@ioc.fiocruz.br. Demandas sobre febre amarela utilizam o canal vetor.fabreamarela@ioc.fiocruz.br, enquanto os questionamentos sobre febre do Nilo Ocidental são direcionados para mosquitos@ioc.fiocruz.br.
Para os atendimentos presenciais e envio de correspondências institucionais, o serviço funciona no Pavilhão Carlos Chagas, localizado na Avenida Brasil, 4365, sala 414, no bairro de Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ). O horário de expediente presencial ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto em feriados.
Prazos e entrega de relatórios
O tempo estimado para a prestação completa do serviço varia de acordo com a complexidade da demanda e a disponibilidade de agenda, sendo o atendimento gratuito para as instituições públicas autorizadas. Ao final das atividades de consultoria e das reuniões técnicas, a equipe elabora um relatório detalhado contendo as diretrizes e decisões pactuadas, que fica disponível para consulta na mesma plataforma onde o pedido foi originado.
A instituição também disponibiliza canais de Ouvidoria por meio da plataforma Fala.Br para o registro de denúncias, reclamações, elogios ou sugestões referentes à prestação do serviço público, garantindo a transparência e o alinhamento com as diretrizes de atendimento estabelecidas pela legislação vigente.



