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quarta-feira, setembro 16, 2026

Técnico do Coritiba rebate críticas de Odair Hellmann após clássico eletrizante no Brasileirão

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O técnico Fernando Seabra, do Coritiba, rebateu com veemência as declarações feitas pelo treinador Odair Hellmann, do Athletico, logo após o empate emocionante por 3 a 3 no clássico Atletiba. A partida, válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, aconteceu no Estádio Couto Pereira e foi marcada por muita tensão, reviravoltas no placar e reclamações intensas de ambos os lados.

A manifestação de Seabra ocorreu na sala de imprensa, momentos depois de o comandante do Furacão disparar contra a postura adotada pelos jogadores alviverdes em campo. No entendimento de Odair Hellmann, o comportamento da equipe adversária passou dos limites aceitáveis para uma partida de futebol, citando provocações excessivas, discussões e atitudes que configurariam uma tentativa de intimidar o rival.

“Eu já participei de vários clássicos no futebol brasileiro. Gre-Nal, Fla-Flu, Santos e Palmeiras, Santos e São Paulo, Brasil e Argentina. Mas aqui as coisas estão passando um pouquinho do ponto”, declarou o técnico rubro-negro logo após o apito final, mencionando ainda que a maior parte das confusões teria partido dos atletas da equipe mandante.

Defesa da postura e negação de antijogo

Ao tomar conhecimento das críticas, Fernando Seabra discordou frontalmente da análise feita pelo colega de profissão. O comandante alviverde enfatizou a entrega de seus comandados, sobretudo após a expulsão de Breno Lopes ainda na etapa inicial — lance que culminou no cartão vermelho aplicado com base na recomendação da regra conhecida como lei Vini Jr.

“Não teve antijogo nenhum. A gente teve mais posse de bola, mesmo com um a menos, a gente teve mais finalização, a gente teve mais chance de gol. Às vezes ali alguma discussão que acontece durante o jogo por decisões de arbitragem”, argumentou Seabra perante os jornalistas.

Apesar de estar em desvantagem numérica durante boa parte do confronto e de ver o rival abrir uma vantagem de 3 a 1 no marcador, o Coritiba demonstrou poder de reação. A equipe da casa buscou o empate heroico nos acréscimos do segundo tempo, com dois gols assinalados pelo zagueiro Rodrigo Moledo em jogadas de bola parada, selando o placar em 3 a 3.

Seabra evita polêmica maior e questiona a arbitragem

Questionado se pretendia aprofundar o debate com o treinador rival, Seabra optou por manter a cautela e ressaltou que não conseguiu identificar com precisão quais lances específicos motivaram as reclamações inflamadas de Odair Hellmann. O técnico do Coxa preferiu focar no desempenho coletivo e na bravura de sua equipe para buscar o resultado desfavorável.

“Eu não sei exatamente também de que tipo de comportamento ele está falando, então também não vou julgar. Mas a gente não fez antijogo nenhum. Pelo contrário, a gente jogou com um a menos e buscou o jogo”, pontuou o comandante.

Por outro lado, Seabra aproveitou o espaço para direcionar suas próprias críticas à condução da arbitragem comandada por Wagner Magalhães. O treinador manifestou estranheza em relação ao critério adotado pelo árbitro na distribuição do tempo complementar nas duas etapas da partida.

“Até achei estranho a gente com um homem a menos no final do primeiro tempo ter tanto acréscimo e depois, quando o jogo está para acabar, ter só seis minutos. Num jogo que quase não teve bola rolando”, concluiu o técnico do Coritiba, encerrando sua participação na entrevista coletiva pós-clássico.

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