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quarta-feira, setembro 16, 2026

Araucária intensifica campanha de conscientização sobre saúde mental em setembro

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A Prefeitura de Araucária, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, preparou uma série de iniciativas voltadas para a conscientização e a prevenção ao longo de todo o mês de setembro. A programação faz parte da campanha Setembro Amarelo e tem como objetivo principal ampliar o acesso da comunidade a informações essenciais, incentivar a busca por apoio profissional e fortalecer a rede de suporte a pessoas que enfrentam momentos de sofrimento emocional.

Como parte da agenda oficial, equipes especializadas dos Centros de Atenção Psicossocial do município realizarão uma mobilização especial no dia 23 de setembro. Os profissionais estarão presentes no Parque Cachoeira para dialogar diretamente com os moradores, prestar orientações sobre a relevância do autocuidado emocional e apresentar detalhadamente os serviços de assistência psicológica e psiquiátrica disponíveis na rede pública local.

Eventos especiais e debates sobre o tema

Dando continuidade à programação, no dia 24 de setembro, entre 18h30 e 22h, o Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde realizará o simpósio intitulado “Suicídio e Contemporaneidade – Desafios atuais da saúde mental”. O evento é fruto de uma parceria estratégica com a instituição de ensino Unifacear.

A atividade é voltada de maneira ampla para a comunidade, estudantes universitários e servidores públicos municipais que atuam em Araucária. A proposta do encontro é aprofundar o debate acadêmico e social sobre a temática, estimular o compartilhamento de vivências e atuar diretamente na quebra de preconceitos e estigmas que ainda cercam os transtornos mentais e a prevenção ao suicídio.

Como identificar sinais de alerta e oferecer suporte

Especialistas reforçam que a atenção e o acolhimento por parte de familiares, amigos e do círculo social próximo desempenham um papel fundamental na recuperação de quem atravessa crises emocionais. Determinados comportamentos exigem cautela e devem ser interpretados como sinais de alerta, tais como o isolamento social repentino, sentimentos profundos de desesperança, alterações drásticas de humor e verbalizações que expressem o desejo de morte ou o arrependimento de estar vivo.

Diante desses cenários, a recomendação é estender a mão, oferecer um espaço de escuta qualificado e isento de julgamentos, além de demonstrar disponibilidade real para o diálogo. Pequenas atitudes cotidianas, como o envio de mensagens, telefonemas regulares ou visitas, ajudam a romper o sentimento de isolamento. Sempre que necessário, o círculo de apoio deve incentivar e facilitar o acesso ao acompanhamento especializado.

Onde buscar atendimento na rede municipal

Para os cidadãos que necessitam de suporte psicológico ou que apresentam ideações suicidas sem risco iminente, as Unidades Básicas de Saúde funcionam como a principal porta de entrada. Os postos de saúde contam com equipes capacitadas para realizar triagens, avaliações clínicas, acompanhamentos contínuos e os devidos encaminhamentos para estruturas de maior complexidade, a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial.

Nos casos em que o indivíduo manifeste intenção clara de atentar contra a própria vida, formule planos concretos ou disponha de meios para a execução do ato, o cenário passa a exigir intervenção imediata. Nessas circunstâncias, o paciente deve ser conduzido com urgência a uma Unidade de Pronto Atendimento e jamais deve ser deixado desacompanhado.

Em situações de emergência extrema, caracterizadas por tentativas de suicídio em andamento ou recém-concretizadas, o acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deve ser feito por meio do telefone 192.

Além da rede pública municipal, a comunidade dispõe do apoio emocional gratuito oferecido pelo Centro de Valorização da Vida através do número 188. O serviço opera ininterruptamente, 24 horas por dia, assegurando total sigilo e anonimato aos consulentes. Embora funcione como um importante canal de escuta humanizada, a entidade ressalta que o atendimento não substitui o acompanhamento médico e clínico indispensável em casos de urgência e emergência.

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