Beto Richa e Fernanda Richa foram presos em casa e ficarão na cadeia com parentes e amigos
Todos os mandados de prisão são temporários, ou sejam, de até cinco dias

O ex-governador do Paraná, Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira, 11, em Curitiba, em na Operação Radiopatruçlhado Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Também foram presos Fernanda Richa, mulher do tucano, Pepe Richa, irmão do candidato, e Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do Estado. O casal foi levado para a sede do Gaeco e ficará à disposição da Justiça.

Também foi levado ao Gaeco o ex-secretário especial de Cerimonial e amigo de Richa, Ezequias Moreira e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Edson Casagrande.

O empresário e suplente de Senador Joel Malucelli também teve a prisão decretada, mas não estava em casa na hora da chegada dos policiais. Ele também é dono da Band, da BandNews, da CBN e do Metro Jornal, em Curitiba. A assessoria do empresário nega qualquer envolvimento em irregularidades. Todos os mandados de prisão são temporários, ou sejam, de até cinco dias.

Em Londrina, Luiz Abib Antoun, parente do ex-governador, também foi detido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Paraná.

As prisões estão relacionadas a investigações sobre o Programa Patrulha do Campo, entre 2012 e 2014. Segundo o inquérito, há indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

O Ministério Público do Paraná faz buscas em 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e na sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). As medidas, determinadas pelo Juízo da 13ª Vara Criminal de Curitiba, visam investigar o programa Patrulha do Campo, do Governo do Estado do Paraná, no período 2012 a 2014, apurando-se indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Lava Jato
Além desta ação do Gaeco, Deonilson Roldo e Beto Richa também são alvos da 53.ª Lava Jato. A Operação Piloto investiga um suposto pagamento milionário de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o departamento de propina da empreiteira, para agentes públicos e privados no Estado do Paraná. Segundo a Polícia Federal, a contrapartida seria um possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceira público-privada.

As condutas investigadas na Lava Jato podem configurar delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. O nome dado à operação policial remete ao codinome atribuído pela Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a um investigado nesta operação policial. Os presos da Lava Jato serão levados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerca de 180 policiais federais cumpriram 36 ordens judiciais nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupianópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba (PR).

Defesas
A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

A assessoria do DER-PR informou: “Por determinação da governadora Cida Borghetti, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) informa que está colaborando com as operações do Gaeco e Lava Jato.

A direção do órgão foi substituída em abril de 2018 e não tolera práticas de corrupção. O órgão permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O DER-PR ressalta ainda que o programa Patrulha do Campo, iniciado em março de 2013, foi encerrado em julho de 2015. Já o contrato com a concessionária Rota das Fronteiras para a concessão do Corredor da PR-323 foi rescindido em maio de 2017, sem qualquer ônus para o Estado.”

A defesa de Jorge Theodócio Atherino disse que ainda está analisando o decreto de prisão, mas afirmou que vê com “estranheza a prisão, pois se refere a fatos de 2014 e sempre que o foi solicitado, Atherino compareceu para os esclarecimentos da justiça, sempre esteve à disposição e tem residência física”, disse.

Os demais citados ainda não se manifestaram.

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