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Caso seja novamente livrado da cassação de mandato pelos colegas vereadores na sessão de julgamento marcada para essa sexta-feira, dia 20 de setembro, Francisco Carlos Cabrini (PP) pode ter que enfrentar uma nova representação nos próximos dias.
Isso porque, recentemente, ele foi novamente denunciado pelo Ministério Público acusado por crime de corrupção. É a quarta ação penal recebida contra ele pela Vara Criminal de Araucária. Até então, Cabrini era réu em três ações penais:
1) a oriunda da fase Mensalinho da operação Sinecuras;
2) outra em que ele é acusado de se apropriar de parte do salário de comissionados indicados por ele para ocupar cargos na administração pública municipal entre 2013 e 2016;
3) a que é acusado de tentar coagir testemunhas para que mentissem em Juízo.

Essa quarta ação é fruto justamente da decisão de uma testemunha, que havia mentido ao MP a pedido de Cabrini, de falar a verdade. Segundo ela, de fato, boa parte de seu salário era entregue a Cabrini, que para isso se utilizava de intermediários.
Além de Cabrini, foram denunciados nesta quarta ação Nilso José Vaz Torres, Juliana de Aguiar Silva e Valmir Antonio Vaz Torres. O processo foi recebido pela magistrada Débora Cassiano Redmond em 24 de maio e até o momento sequer há audiência de instrução marcada. Advogados ouvidos pelo O Popular, inclusive, dizem que dificilmente Cabrini deixará a prisão preventiva antes da realização dessas oitivas, o que não deve ocorrer este ano.
Na ação, o MP pede que Cabrini seja condenado pelo crime de concussão, o qual teria sido praticado 80 vezes. Caso seja condenado na forma pedida pelos promotores a pena pode alcançar algumas dezenas de anos.

Réu foi assessor de Nicácio
Nesta quarta ação penal promovida pelo Ministério Público contra Cabrini, um dos réus é Nilso José Vaz Torres. Ele, quando foi denunciado era cargo em comissão da Câmara de Vereadores, lotado no gabinete de Celso Nicácio (PSL). Ele foi nomeado no gabinete do edil em 13 de abril de 2018 e de lá só saiu em junho de 2019.