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Diante de reclamações de fraudes, TRE faz auditoria em urnas da Grande Curitiba e SC.
O Paraná teve cerca de 800 reclamações durante o primeiro turno.
Diante das dezenas de reclamações relacionadas a fraudes no processo eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) realiza nesta sexta-feira (19) uma auditoria em urnas eletrônicas da Grande Curitiba e também de Santa Catarina. Vão passar pelo procedimento cinco urnas da capital, uma de Campo Largo e duas da Grande Florianópolis. Como parte do processo, o órgão realizou uma audiência pública nesta quinta-feira (18) para explicar os procedimentos de segurança da auditoria e também das eleições.
De acordo com o desembargador Luiz Taro Oyama, o objetivo é verificar se houve algum tipo de fraude ou não. “Foram elaborados quesitos que os peritos terão que responder. Por informações que temos até o momento, todos os votos foram computados, inclusive aqueles dos eleitores que afirmaram não terem conseguido finalizar a votação. O eleitor teve a garantia do seu voto, então vamos verificar a inconsistência da urna, mas posso afirmar que não houve adulteração do resultado”, disse.
Segundo o TRE, o Paraná teve cerca de 800 reclamações durante o primeiro turno. Esse número representa aproximadamente 0,012% do eleitorado do estado.
Em Curitiba, as urnas que passarão pelo procedimento são as pertencentes às seções 654, 655, 664 e 674, no Colégio Positivo Júnior, e a 114, localizada no Colégio Angelo Volpato. Em Campo Largo, a urna pertence à seção 292, localizada na Escola Municipal Vereador José Andreassa. Já as de Santa Catarina são referentes à seção 225 de 84ª Zona Eleitoral de São José e a seção 262, da 100ª Zona Eleitoral de Florianópolis.
Auditoria
Corregedor do TRE-PR, o desembargador Gilberto Ferreira explicou que a auditoria é comum sempre que há dúvidas no pleito, mas desta vez foi necessário um trabalho mais “robusto” por conta da propagação da fake news. “Não queremos que haja dúvidas e esse trabalho vai emitir um laudo que, tenho certeza, vai dizer que tudo ocorreu normalmente. Se ocorreram falhas, essa auditoria vai mostrar que partiram do eleitor ou da máquina e, nesse caso, será resolvida para o segundo turno”, garantiu.
Ferreira também criticou o alto número de denúncias que não são pautadas na verdade. “Somos muito gratos quando nos apontam alguma falha, mas claro que todas as acusações precisam ser sérias. Não podemos acusar levianamente apenas para prejudicar A ou B”, comentou.
Bolsonaro
Como a maior parte das reclamações relacionadas a fraudes no processo foram relacionadas a fraudes envolvendo o nome do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os partidos políticos também foram convidados para participara da auditoria. Advogado do PSL no Paraná, Gustavo Kfouri disse que a linguagem popular de apontar fraude apenas demonstra uma frustração por não poder demonstrar seu voto. “Esperamos que a auditoria resolva os problemas. O cidadão se sentiu frustrado por tentar expressar seu voto e tivemos diversas ocorrências. Isso significa que já é algo a se refletir e tivemos uma boa recepção da Justiça Eleitoral”, disse.
O PSL também indicou um perito para a auditoria.