O número de famílias paranaenses endividadas aumentou 1,7 ponto percentual em março, na comparação com o mês de fevereiro. Dos 500 entrevistados em Curitiba, 88,8% declararam possuir algum tipo de dívida. Os números são de uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR), nesta segunda-feira (24).

O levantamento mostra que as pessoas das classes C, D e E têm mais dificuldades para pagar as dívidas. Entre as pessoas que responderam ao questionário, 32% disseram ter alguma conta em atraso, sendo que 45,4% delas afirmaram que não têm como quitar as dívidas. Entre os entrevistados das classes A e B, 14,8% disseram ter dívidas em atraso e 16,7% dessas afirmaram que não têm condições de quitar os débitos.

Por outro lado, o nível de endividamento nas classes A e B é maior que o das classes C, D e E. Ao todo, 25% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos declararam que estão muito endividadas, enquanto na faixa de quem recebe menos, apenas 13% se disseram nessa situação.

A pesquisa aponta ainda que 71,1% dos entrevistados comprometem de 11% a 50% da renda familiar com gastos mensais. O principal vilão das finanças pessoais é o cartão de crédito, apontado como uma dívida a ser paga por 68,2% das pessoas. Em seguida, aparecem o financiamento de carro (13,9%) e da casa (7,1%).

O cartão de crédito é o meio de parcelamento mais usado por famílias que recebem mais de 10 salários mínimos, alcançando 74,1% dos entrevistados. Já nas famílias que recebem menos salários, os cartões são usados por 66,9% das pessoas.

Em relação ao prazo médio de parcelamento, as famílias paranaenses costumam pagar as compras em até 7,6 meses. Já o tempo de atraso nos pagamentos é maior nas famílias com renda menor.