Hoje, o governo estadual vai ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pedir um novo financiamento para a obra. A reunião será em São Paulo e terá à mesa o secretário estadual de Planejamento e Coordenação-Geral, Cassio Taniguchi, o presidente da Fomento Paraná, Juraci Bar­­bosa Sobrinho, e o presidente do banco, Luciano Coutinho. A comitiva paranaense pedirá um crédito de R$ 65 milhões, diferença entre o orçamento de R$ 265,4 milhões, de julho do ano passado, e um atualizado, de R$ 330 milhões.
“Segundo informações do presidente do Atlético, o valor total da reforma é de R$ 330 milhões. Esta informação não está documentada”, informou a secretaria estadual de Planejamento e Coordenação-Geral, via assessoria de imprensa.
O último orçamento documentado é de R$ 319 milhões e foi protocolado na Fomento em 23 de janeiro. Está sob auditoria. No começo da semana, o presidente rubro-negro, Mario Celso Petraglia, falou em R$ 330 milhões durante visita da Associação Comercial do Paraná (ACP) à obra. As secretarias municipal e estadual de Copa confirmaram o valor à Gazeta do Povo, mas justificaram os R$ 11 milhões como contingência para cobrir algum custo adicional.
O BNDES terá de abrir uma nova linha de crédito para atender os paranaenses. O ProCopa Arenas, programa que destinava até R$ 400 milhões para cada estádio do Mundial, já foi encerrado com o Atlético tendo requisitado R$ 131,1 milhões via Fomento Paraná, mesmo caminho do novo empréstimo.
Caso decida hoje conceder este financiamento, o banco federal tomará a decisão sem ter todas as garantias do novo repasse. Este é o ponto da reunião do início da semana que vem, entre Petraglia, o prefeito Gustavo Fruet e o governador Beto Richa para definir como o crédito será amparado e quem pagará a conta.
A injeção de mais dinhei­­ro é fundamental para a con­­clusão da obra em abril. Atualmente, há recursos financeiros para manter o canteiro ativo somente até o fim deste mês. O plano apresentado pelo Atlético para aumentar o número de funcionários depende de um novo aporte.
Em janeiro, quando Botta esteve em Curitiba, eram 980 operários. Ontem, eram 1.114. Esse número passará a 1.200 na semana que vem e, se o financiamento do BNDES for liberado, chegará a 1.370 no dia 18 de fevereiro, quando o inspetor da Fifa volta à Baixada para a última avaliação. Na mesma data, Jérôme Valcke anuncia a permanência ou exclusão definitiva da cidade.info_contas_060214
“A CAP S/A entende que o melhor é esse aumento gradual para que você não tenha gente batendo cabeça na obra”, explica o secretário municipal de Copa, Reginaldo Cordeiro. “O Atlético considera que com 1.370 consegue entregar a obra em abril. Mas o cronograma já contempla atingir 1.500 entre março e abril, se necessário”, diz o coordenador-geral de Copa no Paraná, Mario Celso Cunha.
A visita de Botta à Arena da Baixada durou duas horas e meia. O consultor encontrou cerca de 15 mil assentos colocados, a cobertura quase concluída e o gramado devidamente aplicado. Também viu um dos quatro vestiários quase pronto e apenas uma laje do setor Brasílio Itiberê por fazer.
Além de reforçar a necessidade de colocar mais gente na obra, revelou aos técnicos da prefeitura, do governo estadual, do Sinduscon e do Atlético a intenção de realizar um jogo-teste no estádio em março, com capacidade reduzida.

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