Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) afirmou na noite desta quarta-feira que vai entrar com mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), pedindo a redução da frota mínima exigida pela Justiça.

O TRT determinou que, enquanto houver a greve, 50% dos ônibus devem circular nos horário de pico (7h às 9h e 17h às 20h) e 40% nos demais horário. O sindicato quer reduzir as quantias para 30% e 40%. “Entendemos que 50% é muito alto. O sistema fica capenga, mas ‘viável’, e não causa pressão necessária para rápida solução do problema, que é o que trabalhadores querem. URBS S/A, Prefeitura e Comec tendem a continuar omissas e confortáveis. Destaca-se que foram convocadas para quatro reuniões de negociação no SRTE e não apareceram em nenhuma delas, como se o problema não fosse com elas”, afirmou Anderson Teixeira,  presidente do Sindimoc.

O Sindimoc também vai pedir a redução da multa imposta, de R$ 100 mil por hora, porque o valor estaria fora das possibilidades financeiras do sindicato. Outro pedido que será feito no mandado é que as empresas disponibilizem as escalas de trabalho e das linhas, para que seja possível saber qual a porcentagem de ônibus que estão saindo às ruas.

“Como podemos acompanhar o cumprimento da frota mínima se as empresas estão se negando a fornecer essas informações? Na forma como está agora, pode acontecer de uma empresa colocar 10% ou 90% da frota para circular, e o Sindimoc não tem controle algum sobre a situação”, denuncia o presidente do Sindicato, Anderson Teixeira.

A ação será protocolada no plantão do TRT-PR.

 

Alfinetadas

Com a deflagração da greve, sobrou alfinetadas entre os dois sindicados da categoria, o Sindimoc e o sindicato das empresas de transporte, o Setransp, que emitiu nota rebatendo acusações do Sindimoc. Leia na íntegra:

“Sobre a paralisação do sistema de transporte ocorrida nesta quarta-feira (15), o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) esclarece:

1.         A greve foi promovida pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) em 100% do sistema, em flagrante desrespeito à frota mínima estabelecida pela Justiça.

2.         As empresas tentaram durante todo o dia colocar a frota em operação, mas, em muitas garagens, membros do Sindimoc impediam a saída dos ônibus, chegando até mesmo a atravessar os veículos na porta da empresa e esvaziar seus pneus. Isso fere a Lei de Greve, que estabelece que “as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa”.

3.         O comércio da cidade, já em dificuldade devido ao momento econômico do Brasil, deixou de arrecadar cerca de R$ 150 milhões, como calculou a Associação Comercial do Paraná (ACP).

4.         É incalculável o desrespeito às milhares de pessoas que queriam apenas ir e vir livremente.

5.         As empresas solicitaram ao Tribunal Regional do Trabalho que defira a presença de um Oficial de Justiça em suas garagens para comprovar o cumprimento ou não, pelo Sindimoc, da decisão judicial que estabelece frota mínima de 50% nos horários de pico e de 40% nos demais horários.”

Nota encaminhada pelo Setransp

Fonte: Tribuna

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