Temendo o que quer que seja, o ex-presidente Lula, por meio de seus advogados, acaba de avisar o juiz Sergio Moro que viajará para Cuba no próximo domingo (4), com previsão de volta para segunda-feira (5). O motivo? O velório de Fidel Castro.

Nessa quarta-feira, Lula deu seu primeiro depoimento a Sergio Moro. O ex-presidente falou por videoconferência com o juiz da Lava Jato e respondeu a questionamentos do advogado de Eduardo Cunha e de um representante do MPF.

Lula foi arrolado como testemunha de defesa pelos advogados de Eduardo Cunha na ação penal que a força-tarefa move contra o ex-deputado, que também participou da audiência na Justiça Federal.

O depoimento foi prestado por meio de videoconferência. Lula respondeu às poucas perguntas feitas pelo Ministério Público Federal e pelos advogados de Cunha em uma audiência rápida que estava marcada para começar as 17h30.

Pouco depois das 18h, o ex-presidente deixou o prédio da Justiça Federal em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde a sessão foi realizada. Ele não falou com a imprensa.

O ex-presidente foi questionado especificamente sobre as nomeações de cargos dentro da Petrobras.

“A nomeação de Cerveró se deu da mesma forma que outros membros da direção da Petrobras. A indicação é feita numa conversa entre o ministro da área com o partido ou a bancada do partido que fez coalização com o governo. Essa pessoa vem, através do ministro de relações institucionais, para a Casa Civil, que manda para o GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. Se não tiver nada contra essa pessoa, ela é indicada para o conselho da Petrobras, que é quem nomeia”.

Perguntado, Lula negou ter conhecimento sobre a participação de Cunha na nomeação de Zelada e nos negócios para a compra do campo de petróleo em Benin.

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