O médico Gary Hartstein, médico-chefe da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, disse nesta terça-feira (25) em seu blog que os fãs do ex-piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher devem se preparar para o pior. E que já podem começar a se despedir do piloto alemão, sete vezes campeão da categoria.

“Enquanto ficava preocupado com o que vai acontecer quando – e se – alguém der a má notícia, dei-me conta que talvez a falta de atualizações sobre o quadro clínico dele nos tinha dado a chance de digerir o que está acontecendo e nos preparar para nos… despedir”, escreveu ele, no blog. “Acho que é provavelmente umas estratégia da família. De alguma forma, acho que os fãs vão ficar bem, não importa o que aconteça, pois estão tendo tempo para processar tudo”.

Conhecido como “Dr. F-1”, Hartstein criticou a postura adotada pela assessoria de Schumacher. Segundo ele, a falta de informações e divulgação de boletins médicos estimulam o surgimento de boatos – já se falou em melhoras e já se falou em um estado irreversível, mas nada foi confirmado oficialmente.

O último comunicado oficial emitido por Sabine Kehm, assessora do ex-piloto, aconteceu no dia 12 de março. De acordo com ela, o alemão apresentou sinais encorajadores durante o processo de despertar do coma. No boletim, a família do heptacampeão da F-1 diz estar confiante de que ele irá acordar.

O “Dr. F-1″ também escreveu sobre a possibilidade de Schumacher ficar em estado vegetativo pelo resto da vida e quanto tempo isso poderia durar. “Existem outros fatores imponderáveis. Eles geralmente morrem de infecções respiratórias ou urinárias. Sobrevivências mais longas já foram relatadas, mas são exceções”, escreveu o médico.

Schumacher sofreu grave acidente quando esquiava nos alpes franceses, no fim de dezembro de 2013. Ele está internado no Hospital de Grenoble, na França. Lá, passou por várias cirurgias. Nunca acordou do coma.