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Após um estudo científico ser publicado nesta sexta-feira (4) pela revista científica The Lancet apontando a eficácia da vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para combater o novo coronavírus, o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, disse em entrevista coletiva que o Paraná poderá começar a aplicar as doses no início de 2021.

A vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para combater o novo coronavírus, tem um bom perfil de segurança e induziu resposta imune forte em voluntários, afirma estudo publicado nesta sexta-feira na revista científica The Lancet. A publicação, contudo, destaca que mais investigações são necessárias para comprovar a eficácia do imunizante na prevenção à covid-19.

“A vacina é altamente imunogênica e induziu fortes respostas em 100% dos voluntários adultos saudáveis, com títulos de anticorpos em participantes vacinados mais elevados do que no plasma convalescente”, ressalta a revista. Entende-se por plasma convalescente o sangue de indivíduos infectados pelo vírus que produziram anticorpos para a doença.

A Lancet ainda informa que não foram registrados efeitos colaterais graves em participantes do estudo. “As reações mais comuns foram dor no local da injeção, hipertermia, dor de cabeça, astenia e dores musculares e articulares, típicas em vacinas baseadas em vetores virais recombinantes. Nenhum evento adverso sério foi relatado durante o estudo”, ressalta a publicação.

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a covid-19, o que aconteceu em agosto. A notícia, no entanto, foi recebida com desconfiança pela comunidade internacional, considerando a celeridade da produção do imunizante e a falta de

“Se os resultado positivos forem bons indicativos para os órgãos reguladores e confirmem o que se comprovou nas fases 1 e 2, existe a possibilidade de no início de 2021 termos a vacinação no Paraná. Se tivermos as liberações e comprovações por parte da Anvisa, a vacinação poderá ocorrer sim no início do ano que vem”, afirmou Callado.

De acordo com o estudo divulgado com detalhes nesta sexta-feira, a vacina russa apresentou um bom perfil de segurança e induziu resposta imune forte em voluntários. A publicação, contudo, destaca que mais investigações são necessárias para comprovar a eficácia do imunizante na prevenção à covid-19.

Callado confirmou que o Tecpar recebeu os resultados da Rússia há 18 dias, mas por uma questão de confidencialidade nada foi divulgado.

“Felizmente estes resultados foram evidenciados agora e hoje é um dia importante. Em ciência não usamos desconfianças, mas evidências (…) Tínhamos bons indicativos e por isso o Paraná entrou nesta parceria”, afirmou.

As conversas com a Rússia para uma parceria nos estudos e produção da vacina começaram no final de julho. Em 12 de agosto, o Governo do Paraná firmou um memorando de entendimento com o Fundo de Investimento Direto da Rússia para ampliar a cooperação técnica sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya.

“Deveremos testar na fase 3 até 10 mil profissionais da saúde. Serão doses importadas que chegarão aqui sem custos”, informou Callado.

O diretor informou ainda que a vacina será aplicada em duas doses, necessariamente, com intervalo de 21 dias.

Estudo
No estudo divulgado pela The Lancet, há a informação que a vacina é altamente imunogênica e induziu fortes respostas em 100% dos voluntários adultos saudáveis, com títulos de anticorpos em participantes vacinados mais elevados do que no plasma convalescente. Entende-se por plasma convalescente o sangue de indivíduos infectados pelo vírus que produziram anticorpos para a doença.

A Lancet ainda informa que não foram registrados efeitos colaterais graves em participantes do estudo. “As reações mais comuns foram dor no local da injeção, hipertermia, dor de cabeça, astenia e dores musculares e articulares, típicas em vacinas baseadas em vetores virais recombinantes. Nenhum evento adverso sério foi relatado durante o estudo”, ressalta a publicação.

OMS menos otimista
Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, nesta sexta-feira, 4, que não espera uma ampla vacinação contra o novo coronavírus antes de meados de 2021. “Um número considerável de candidatos já entrou na fase 3 dos testes. Sabemos de pelo menos seis a nove que já percorreram um longo caminho em termos de pesquisa”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, em coletiva de imprensa, em Genebra.

“Mas em termos de um cronograma realista, não esperamos ver uma ampla vacinação antes de meados do próximo ano”, acrescentou. A porta-voz explicou que a fase 3 dos estudos clínicos – ou seja, a etapa de testes em massa com voluntários – leva tempo, pois os cientistas devem verificar se as vacinas são eficazes e seguras

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