Cinco policiais civis e um falso policial que vinha agindo em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no Paraná, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (15) em uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O grupo é investigado por envolvimento em um esquema de cobrança para “aliviar fatos criminais” de suspeitos.

Paralelamente à ação batizada de NFL – as iniciais dos nomes de alguns dos investigados -, o Ministério Público (MP-PR) apresentou uma denúncia criminal contra os supostos envolvidos por crimes de peculato, concussão – quando funcionário público exige vantagem indevida -, corrupção passiva e associação criminosa.
De acordo com as investigações do Gaeco, iniciadas em 2016, o falso policial agia com o aval dos policiais. Ele fazia levantamentos de supostos crimes e em alguns casos negociava valores para que, já na delegacia, os policiais atenuassem a situação dos envolvidos. E, agindo como agente público, pedia dinheiro em nome da Polícia Civil para a confecção de um calendário.

Em um dos casos destacados, dois policiais exigiram dinheiro para alterar a situação de uma pessoa detida: em vez de tráfico de drogas, classificariam a comunicação oficial à Justiça como de uso de entorpecente. “Chegaram, inclusive, a devolver uma pequena porção de droga ao detido”, aponta o MP.
Em outra situação, pediram R$ 40 mil, um veículo e um relógio para deixar de registar que uma pessoa presa tinha envolvimento em mais um crime. Também cobraram R$ 50 mil para não pedir a prisão preventiva de suspeitos de homicídio.
Por meio de nota, a Corregedoria da Polícia Civil disse que está acompanhando o caso e que vai abrir um procedimento administrativo para apurar Rigorosamente possíveis irregularidades na conduta dos cinco policiais civis presos pelo Gaeco.

Fonte: G1

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