Por Banda B Conteúdo em 5 de fevereiro, 2021 Foto: Banda B

Um policial militar matou o colega de farda durante uma discussão, na noite desta quinta-feira (4), dentro da viatura usada por eles, em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. O soldado Lecio Tadeu dos Santos, 42 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo no rosto e morreu na hora. O policial que atirou, identificado como soldado Elias Postanovski, 31, foi preso em flagrante.

O crime aconteceu na Rua Santa Mariana, na Vila Delurdes, pouco antes das 22 horas. O Coronel Hudson da Polícia Militar (PM) disse que a discussão, segundo o terceiro policial que estava na viatura, se iniciou por causa da maneira como o policial dirigia. “A equipe trabalhava em normalidade, se deslocava para uma ocorrência, houve um desentendimento por parte do policial motorista e do policial que estava atrás do motorista. Esse que estava atrás teria chamado atenção do motorista em uma situação de deslocamento e da condução da viatura”, contou o coronel.

Durante a discussão, o motorista estacionou a viatura e partiu para cima do outro policial, que estava no banco de trás. “Houve um desentendimento por conta disso, o motorista desembarcou da viatura e agrediu o policial que estava no banco de trás, com tapas e socos. Esse policial, de pronto, efetuou um disparo contra o rosto do motorista, que morreu ali mesmo”, completou o coronel Hudson.

Lecio Tadeu dos Santos, 42 anos: Foto: PMPR

Desentendimentos
Segundo o coronel Hudson, os dois policiais pareciam não se entender nos últimos dias, mas nada que gerasse preocupação. “O policial que realizou o disparo me disse que ao longo dos últimos dias ambos não estavam se entendendo, mas sem nenhuma discussão ou atrito, segundo ele. Infelizmente, uma situação de desinteligência”, detalhou.

Procedimentos
O cabo que testemunhou todo o crime acionou equipes da Civil, da Criminalística e da Corregedoria da PM. O Instituto Médico Legal (IML) fez o recolhimento do corpo do policial. O soldado preso foi encaminhado ao Presídio do Batalhão de Polícia de Guarda (Bpgd).
O soldado Tadeu estava há 13 anos na Polícia Militar (PM), enquanto que o autor do disparo, o soldado Elias fazia parte da corporação há 9 anos.

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