Foto: Divulgação

A pandemia de Covid-19 pode ter feito com que mais de 1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais tenham deixado de ser realizadas no Brasil somente em 2020, de acordo com um artigo do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School. Essa demanda reprimida fez aumentar assustadoramente as filas de pacientes aguardando por cirurgias.

Em Araucária não foi diferente. O município também sofreu com as consequências da pandemia e entre as maiores filas está a de cirurgia de catarata, uma doença oftalmológica caracterizada pela perda de transparência do cristalino, lente natural cuja função é propiciar o foco da visão.

Para fazer a fila andar, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) está realizando um mutirão de atendimentos oftalmológicos. A Central de Regulação agendou 40 pacientes para avaliação de cirurgia. Destes, 33 compareceram e 15 deles tinham indicação médica para serem operados. No último sábado (23) eles passaram por cirurgia no HMA (Hospital Municipal de Araucária).

Além disso, outros 27 pacientes foram encaminhados para avaliação médica de catarata em prestadores de serviço externos: Hospital Angelina Caron e Médico de Olhos. Para esses casos, se houver indicação de cirurgia o agendamento é de responsabilidade destes hospitais.

O secretário municipal de Saúde, Adilson Suguiura explica que com a melhora no quadro da pandemia a expectativa é de que as cirurgias comecem a andar mais rápido. “Nós estamos focados em fazer a requalificação e o reordenamento dessas filas de cirurgias, exames e consultas especializadas para dar vazão e atender esses pacientes da forma mais rápida possível”, destaca.