De um lado, a sensação. Do outro, a tradição. O Brasil, pentacampeão mundial, ainda não convenceu na Copa do Mundo de 2014, ao contrário da Colômbia, sem títulos, mas dona do futebol mais bonito desta edição. Tamanho desempenho tirou qualquer receio da equipe de José Pékerman antes do decisivo duelo da próxima sexta-feira, em Fortaleza, às 17h (de Brasília), válido pelas quartas de final do Mundial.

“Não temos medo, nenhum medo, mas muito respeito pelo Brasil. Sabemos o que é o Brasil, o que representa para o futebol…também é a seleção anfitriã, tem grandes jogadores. Pode não estar no seu melhor jogo, mas está conseguindo os resultados. Temos muito respeito”, sentenciou o volante Carlos Sánchez.

Fora o desempenho convincente neste Mundial, o retrospecto recente com o Brasil tirou o medo da Colômbia. Há quase dez anos, a equipe ‘cafetera’ não perde para o time pentacampeão mundial; neste período foram quatro jogos, e quatro empates – sendo três 0 a 0.

A última vitória brasileira ocorreu no dia 7 de setembro de 2003. Em confronto válido pelas Eliminatórias para o Mundial de 2006, em Barranquilla, a equipe pentacampeã mundial venceu por 2 a 1. Desde então, o equilíbrio marcou os encontros entre as duas seleções; inclusive o último, uma igualdade por 1 a 1, em amistoso disputado nos Estados Unidos, no dia 14 de novembro de 2012.

Esta equivalência no retrospecto recente anima a Colômbia. “A seleção brasileira tem uma história ganhadora, mas não temos medo, apenas respeito. Temos que pensar no nosso trabalho e seguir caminhando. Estamos chegar da melhor maneira possível”, disse o atacante Adrián Ramos.

“É possível seguir em frente sim! Temos um grupo muito bom e trabalhamos passo a passo. Agora estamos pensando no Brasil, esperamos mudar a história e avançar”, completou o jogador do Borussia Dortmund.

A confiança colombiana aumentou nesta Copa do Mundo. Após campanha irrepreensível nas Eliminatórias, a equipe, mesmo sem o craque Falcao García, fora do Mundial por lesão, alcançou pela primeira vez as quartas de final do torneio mais importante do calendário futebolístico.

O momento atual, portanto, é classificado como histórico; e o elenco quer acrescentar mais alguns capítulos nesta campanha. “Vamos dar tudo. Temos que trabalhar mais, mas sabemos que podemos fazer frente a qualquer time com as nossas armas. Vamos para buscar os três pontos contra o Brasil”, discursou um confiante Sánchez.
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