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O tesoureiro afastado do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, preso desde 15 de abril pela Operação Lava Jato e acusado de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, vai prestar depoimento à Polícia Federal (PF), em Curitiba, na tarde desta quinta-feira (11).
Segundo o delegado Igor Romário de Paula, ele será ouvido a partir das 14h30 sobre “variados assuntos”.
Desde que foi preso, Vaccari ficou detido na carceragem da PF, no bairro Santa Cândida. No dia 26 de maio, ele foi transferido para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O tesoureiro afastado responde a duas ações na Justiça Federal do Paraná por corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em uma delas, ele é acusado de intermediar doações eleitorais ao PT que somam R$ 4,26 milhões, fruto de propinas pagas por empreiteiras contratadas pela Petrobras.
A acusação relata ainda que o diretor da Camargo Corrêa Eduardo Hermelino Leite disse ter sido procurado por Vaccari em 2010 para fazer doações eleitorais com recursos de propinas, mas os repasses ainda estariam pendentes. A defesa de Vaccari nega as acusações e diz que todas as doações feitas ao PT são legais e declaradas à Justiça.

OPERAÇÃO LAVA JATO
PF investiga lavagem de dinheiro. os políticos na lista o que dizem os citados o que pesa contra cada um próximas etapas infográfico: o esquema  entenda a operação notícias da Lava Jato.

Na outra ação em que é réu na Justiça Federal, Vaccari é acusado por 24 atos de lavagem de dinheiro, que totalizam R$ 2,3 milhões. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), essa quantia seria decorrente de parte da propina paga pelo grupo Setal ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque, para fraudar licitações da estatal.
O advogado que representa Vaccari Luiz D’urso foi procurado pela reportagem por telefone para comentar sobre o depoimento, mas não foi localizado até a publicação.
Habeas corpus negado
Em maio deste ano, o ministro Newton Trisotto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido de liberdade de João Vaccari Neto.
No pedido, os advogados do petista alegaram que sua prisão se baseou em declarações falsas do doleiro Alberto Youssef, do ex-gerente Pedro Barusco e do empresário Augusto Ribeiro, todos investigados pela operação Lava Jato e que aceitaram colaborar com as investigações em troca de redução de pena.
Na decisão que negou liberdade, Trisotto também considerou que a prisão preventiva visa a evitar novos crimes, novos prejuízos à Petrobras e para preservar a investigação e o próprio processo judicial.

G1