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O vereador teria tentado influenciar o depoimento de uma testemunha.
Francisco Carlos Cabrini (PP), de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (3). De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o pedido de prisão foi feito em decorrência da Operação Sinecuras, intitulada Mensalinho, que apura a existência de um esquema de corrupção institucionalizada na administração pública da cidade.
Cabrini foi preso logo após ser interrogado em audiência do caso. Segundo o MP-PR, ficou comprovado que o vereador tentou influenciar o depoimento de uma das testemunhas, que relatou o fato em juízo.
Também foi preso preventivamente o cunhado do vereador, Valmir Vaz Torres, por ter coagido a testemunha ainda na fase de investigação.
O vereador está afastado por conta das medidas cautelares alternativas decretadas pela Justiça, mas não teve o mandato cassado pela Câmara Municipal.
Além da ação penal que gerou a prisão, já próxima do término da instrução, o vereador também é réu em outra ação penal referente a um esquema de captação ilícita de recursos mediante a prática de crimes de concussão e organização criminosa – o réu exigia parte da remuneração de pessoas por ele indicadas para ocupar cargos comissionados na prefeitura de Araucária.
Sinecuras
O “mensalinho” consistia no acordo feito pelo alto escalão do Executivo com membros do Legislativo Municipal, responsável por implementar um esquema de corrupção institucionalizada dentro da administração pública de Araucária, na legislatura 2013-2016. Conforme apurou o Ministério Público, o então prefeito, buscando assegurar a aprovação de projetos de lei de seu interesse, bem como para evitar eventual instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pagava mensalmente R$ 10 mil a cada vereador, além de lhes conceder cargos em comissão no Executivo para pessoas indicadas por eles.
Cabrini e mais três vereadores tiveram os mandatos suspensos em decorrência da operação.