A presença de um sistema atmosférico de grande escala deve alterar de forma significativa o tempo em Curitiba e em diversas regiões do Paraná nos próximos dias. Meteorologistas apontam que a atuação de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis da Atmosfera (VCAN) será responsável por intensificar as instabilidades, elevando o risco de chuvas fortes, rajadas de vento e temporais isolados ao longo da semana, especialmente durante o período da Semana Santa.
O VCAN é caracterizado por uma circulação de ventos nas camadas superiores da atmosfera, formando um padrão semelhante a um redemoinho. Esse mecanismo favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas, criando condições propícias para precipitações intensas e eventos meteorológicos mais severos. Quando posicionado próximo à costa da Região Sul, como ocorre atualmente, o sistema potencializa a formação de áreas de instabilidade e pode prolongar períodos de tempo instável.
A previsão indica que, a partir de quarta-feira (1º), o cenário será de chuva frequente em praticamente todo o estado. As precipitações devem começar ainda pela manhã, ganhando força no decorrer da tarde e da noite. Há possibilidade de ocorrências pontuais de temporais acompanhados por descargas elétricas e ventos intensos. Apesar de não serem esperadas mudanças bruscas nas temperaturas, a maior cobertura de nuvens pode provocar leve queda nas máximas, mantendo a sensação de abafamento.
Na região leste, incluindo a capital paranaense, o tempo tende a permanecer mais fechado. Curitiba deve registrar céu predominantemente nublado, com chuva variando de fraca a moderada ao longo do dia.
Na quinta-feira (2), o sistema segue influenciando as condições climáticas no estado. A tendência é de continuidade das pancadas de chuva, com aumento gradual de intensidade em algumas áreas.

Diante desse cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para chuvas intensas, válido entre a manhã de terça-feira (31) e a noite de quarta-feira (1º). O aviso prevê volumes expressivos de precipitação, que podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora, além de ventos com velocidades que podem chegar a 100 km/h, elevando o risco de transtornos.
Por Redação em 31 de março, 2026



