15.7 C
Araucária
quarta-feira, setembro 16, 2026

Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão

Posts da semana

Justiça eleitoral rejeita pedido de moro e mantém propaganda do psd sobre votação no senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) rejeitou, nesta terça-feira (15), uma solicitação apresentada pela chapa de Sergio Moro (PL) que buscava obter

Retorno ao gramado após longo período lesionado coloca Rodrigo Gelado como alternativa no Coritiba

O lateral-esquerdo Rodrigo Gelado, de 22 anos, voltou a receber oportunidades no Coritiba após passar mais de 320 dias afastado dos gramados em decorrência de u

Prazo para reformas e limpeza em cemitérios de Araucária se aproxima

A Prefeitura de Araucária, situada na Região Metropolitana de Curitiba, por intermédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), estabeleceu as diretrize

Após o resultado da sentença do ex-policial penal Jorge Guaranho – condenado a 20 anos de prisão pela morte do guarda municipal Marcelo Arruda, em 2022 -, os familiares da vítima comemoraram a decisão do júri. Para Leonardo Arruda, filho de Marcelo, a sentença vai servir de exemplo para acabar com o discurso de ódio e a violência política na sociedade brasileira.

Guaranho deve cumprir a sentença imediatamente após o julgamento, em regime inicial fechado. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil (divergência política) e perigo comum (tiros disparados em um ambiente com outras pessoas).

De acordo com Leonardo, desde o início do caso a família tinha plena convicção de que o Ministério Público e o corpo jurídico realizariam um trabalho impecável.

“Foram noites sem dormir, ansiedade, remédios e terapias para poder ter cabeça e chegar até aqui. Não é simplesmente o bem vencer o mal, mas sim a verdade vencer a mentira. Tentaram, fizeram de tudo, mas a verdade prevaleceu, e nesse dia 13 a condenação vai servir de exemplo para acabar com o discurso de ódio”

disse o filho de Marcelo

Segundo Pamela Silva, viúva de Marcelo, a condenação de Jorge Guaranho mostrou que o respeito deve prevalecer independente das diferenças.

“Chegamos a um ponto em que a discordância de ideias vinculou-se à violência. A morte do Marcelo foi isso, a diferença de pensamento levou à morte do Marcelo. A gente não precisa aceitar o que o outro pensa, mas respeitar. Vamos sair daqui sem o Marcelo, mas com justiça feita”

afirmou Pamela.

 

Para o assistente de acusação, Daniel Godoy, mesmo com os adiamentos para que acontecesse o julgamento, o resultado do júri demonstra que ainda que tenha sido tardio, a impunidade não vai prevalecer.

“É uma sensação triste e alegre ao mesmo tempo. Isso é uma sinalização para a sociedade de que não se pode tolerar o ódio na política, não se pode tolerar qualquer forma de discriminação”

complementou Godoy.

O crime
Marcelo Arruda foi assassinado em sua própria festa de aniversário de 50 anos, em julho de 2022. A comemoração tinha como tema o então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O crime ocorreu meses antes das eleições presidenciais, e Jorge Guaranho apoiava o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Além disso, ele teria baixado e reproduzido músicas sobre o então presidente, da campanha eleitoral de 2018, 30 segundos antes de chegar ao local.

No salão de festas, houve uma troca de tiros entre Arruda e Guaranho. Segundo apontam as investigações, o petista reagiu aos disparos após o ex-policial penal invadir a festa. Marcelo chegou a ser socorrido com vida, mas morreu durante a madrugada do dia 10 de julho.

Por Redação em 13 de fevereiro, 2025

Economia