A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Araucária levou ao conhecimento dos vereadores, durante reunião realizada na última sexta-feira (16/10), os cenários e modelos administrativos em estudo para o futuro do Hospital Municipal de Araucária (HMA). O atual contrato de caráter emergencial firmado com a Organização Social (OS) S3 tem término programado para o encerramento de janeiro de 2027.
Durante o encontro na Câmara Municipal, a secretária de Saúde, Renata Knopik Botogoski, e a assessora Mariana Wunsche detalharam aos parlamentares as demandas operacionais da instituição de saúde. Na oportunidade, foram apresentadas as vias viáveis para a gestão do complexo hospitalar, acompanhadas de uma análise detalhada contemplando os pontos positivos e negativos de cada alternativa.
Comparativo de custos, riscos e controle institucional
A exposição técnica incluiu um comparativo abrangente envolvendo os custos estimados, os riscos associados à operação e o grau de controle que o poder público conseguiria exercer sobre cada formato avaliado. Além disso, as representantes da pasta apontaram qual das opções desponta como a mais adequada para assegurar a eficiência e a continuidade dos atendimentos à população local.
Entre as possibilidades colocadas na mesa pela Secretaria Municipal de Saúde, encontram-se quatro caminhos centrais para a administração futura do HMA:
- Gestão Direta: Modelo em que a própria administração municipal assume integralmente a operação (municipalização).
- Administração Indireta: Formato baseado na criação ou utilização de uma autarquia ou fundação pública.
- Parceria com o Terceiro Setor: Manutenção ou renovação do formato atual, que opera mediante contrato com uma Organização Social.
- Concessión Onerosa: Implementação de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada à administração do equipamento de saúde.
Os desafios demográficos e epidemiológicos do município também foram colocados em pauta para justificar a necessidade de planejamento antecipado. Segundo as projeções apresentadas pela assessoria da pasta, a projeção populacional de Araucária aponta para cerca de 210 mil habitantes até o ano de 2050.
Outro fator destacado foi a evolução da pirâmide etária da cidade. O índice de envelhecimento populacional registrou um salto expressivo, triplicando entre os anos de 2000 e 2022. Esse cenário projeta um avanço expressivo no surgimento de doenças crônicas e, consequentemente, uma pressão maior sobre a rede de saúde para procedimentos de alta complexidade.
“Em 2050, a população de Araucária é estimada em 210 mil pessoas. O índice de envelhecimento mais que triplicou entre o ano 2000 e 2022, o que vai acarretar no aumento das doenças crônicas e da demanda por alta complexidade. Além disso, historicamente a necessidade de internação supera a capacidade do município. Portanto, um modelo de gestão que envolva apenas a estrutura atual será insuficiente”, pontuou Mariana Wunsche durante a explanação.
Audiência pública debaterá o tema com a sociedade
Diante da relevância do assunto para o planejamento estratégico da saúde pública no município, o presidente da Câmara Municipal, Pastor Eduardo Castilhos, sugeriu a realização de um debate amplo com a comunidade e os setores envolvidos. Ficou definida a convocação de uma audiência pública para debater os rumos da administração do hospital.
O evento está agendado para o próximo dia 11 de novembro, com início marcado para as 18h30, nas dependências da própria Casa de Leis.
Encerrando a apresentação aos parlamentares, a secretária Renata Knopik Botogoski reforçou o compromisso da gestão com a estabilidade dos serviços prestados aos cidadãos. “Tenho a convicção de que vamos escolher a melhor forma de administrar o nosso hospital, e garanto que a população não vai ficar desassistida nessa transição”, concluiu.


