Encontro marcado para o dia 26 de outubro busca discutir políticas públicas, conscientização e ampliação de redes de apoio para pacientes que conviven com a condição neurológica no município
A Câmara Municipal de Araucária, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, realiza na próxima segunda-feira, 26 de outubro, uma audiência pública voltada para o debate sobre a fibromialgia. O evento está programado para ter início às 18h30 no Plenário da Casa de Leis e será inteiramente aberto à participação da comunidade araucariense, incluindo pacientes, familiares, profissionais da saúde e interessados no tema.
A iniciativa conta com o respaldo e apoio da Prefeitura Municipal de Araucária. O principal propósito do encontro é colocar em pauta a discussão de políticas públicas eficientes, promover a conscientização da sociedade sobre a síndrome e fortalecer as redes de apoio destinadas às pessoas que convivem diariamente com os desafios da fibromialgia no âmbito municipal.
Para garantir que o maior número possível de cidadãos tenha acesso ao conteúdo discutido, a organização preparou uma transmissão ao vivo. Aqueles que não puderem comparecer presencialmente ao Plenário da Câmara poderão acompanhar todos os detalhes em tempo real por meio dos canais oficiais do Legislativo municipal no Facebook e no YouTube.
Garantia de direitos e atendimento prioritário
A realização da audiência surge após demandas apresentadas por lideranças locais. Entre elas está Lya Moraes, moradora de Araucária, integrante da Aliança Paranaense de Doenças e Síndromes Raras e representante do Instituto LIA Sinergia de Políticas Públicas e Projetos Sociais. Segundo ela, o município tem registrado situações delicadas e complexas envolvendo o acolhimento e o atendimento prestado a pacientes diagnosticados com a síndrome nas redes de saúde.
“Apresentamos ao presidente da Câmara, Pastor Eduardo Castilhos, situações onde pessoas que sofrem com essa condição neurológica não foram tratadas com a devida prioridade e acolhimento, garantidos por lei, no que diz respeito ao acesso e atendimento à saúde. Falamos também da necessidade urgente de leis e projetos que garantam o cumprimento dos direitos deste público, e ele prontamente nos atendeu”, pontua Lya Moraes.
Como uma das palestrantes confirmadas para o evento, Lya abordará em sua apresentação conceitos fundamentais sobre o que é a fibromialgia, quais são os principais sintomas manifestados pelos pacientes, de que maneira a dor crônica interfere diretamente na qualidade de vida e quais são os maiores obstáculos diários enfrentados por quem possui o diagnóstico.
“Vamos lutar para conseguir trazer para Araucária alguns benefícios, como a facilitação no acesso a medicações de alto custo, a exemplo do que já acontece em outros municípios da região”, acrescenta a palestrante.
Entenda o que é a fibromialgia
A fibromialgia é caracterizada como uma condição neurológica crônica que afeta de maneira significativa o bem-estar físico e mental do indivíduo. Entre os sintomas mais comuns relatados pelos pacientes estão dores generalizadas por todo o corpo, aumento acentuado da sensibilidade à dor (alodinia e hiperalgesia), fadiga crônica e cansaço persistente, rigidez muscular, episódios frequentes de dores de cabeça e distúrbios do sono, como insônia e dificuldade para alcançar o sono profundo.
Embora a ciência ainda não tenha identificado com precisão a causa exata do surgimento da fibromialgia, especialistas apontam que a condição pode ser desencadeada ou agravada por fatores de estresse físico e emocional. Traumas de natureza física ou psicológica, além de infecções graves, também constam na lista de gatilhos potenciais para o desenvolvimento ou piora dos sintomas.
Atualmente, a fibromialgia não possui cura definitiva. No entanto, o acompanhamento médico especializado — geralmente conduzido por um médico reumatologista — é fundamental para o controle do quadro. O tratamento visa o alívio das dores e a melhoria expressiva na qualidade de vida do paciente, podendo envolver uma abordagem multidisciplinar que combina o uso de medicamentos específicos, a prática regular e orientada de atividades físicas e a reeducação alimentar.


