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quarta-feira, setembro 16, 2026

Empresários são denunciados pelo Gaeco por tentativa de aliciar jogadores do Londrina

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O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia nesta quinta-feira (5) contra três empresários investigados na Operação Derby. A apuração trata de supostas investidas para cooptar jogadores do Londrina Esporte Clube com o objetivo de interferir em resultados ligados a apostas esportivas. Entre os denunciados está Igor Freitas, filho do ex-campeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas.

As investigações tiveram início em setembro do ano passado, depois que o Gaeco recebeu informações encaminhadas pela Delegacia da Polícia Federal em Londrina. Conforme o relatório do caso, atletas teriam sido procurados antes de um confronto contra o Maringá, válido pela Série C do Campeonato Brasileiro de 2025.

Segundo o Ministério Público, os investigados faziam contato com jogadores por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, oferecendo dinheiro em troca de condutas específicas durante as partidas — como forçar a aplicação de cartões amarelos. Em ao menos uma abordagem, teria sido prometido o pagamento de R$ 15 mil.

Inclusive o MPPR destaca que “um dos líderes do esquema utilizava o fato de ser filho de um renomado boxeador para ganhar a confiança das vítimas. Nenhum dos jogadores contatados aceitou a oferta criminosa”

“Os denunciados, que atuavam como empresários no ramo esportivo, foram requeridos pela pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo”
— afirmou o Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado

MP pede R$ 150 mil por dano moral coletivo
A legislação esportiva brasileira considera crime qualquer tentativa de manipulação ou de influência sobre eventos de uma partida, ainda que o resultado final do placar não seja modificado. A infração inclui combinações envolvendo cartões, faltas, pênaltis ou outros lances que afetem a chamada imprevisibilidade do resultado esportivo.

Na denúncia, o Ministério Público também requereu a condenação dos acusados ao pagamento de R$ 150 mil por dano moral coletivo — valor destinado à reparação dos prejuízos causados à integridade e à credibilidade do esporte, e não a um clube ou atleta individualmente.

Por Redação em 06 de fevereiro, 2026

Economia