Operação de resgate entra no segundo dia e conta com grande mobilização de forças de segurança e voluntários na zona rural
As buscas pelo pequeno João Gabriel Ferreira dos Santos, de cinco anos, atingiram o segundo dia nesta segunda-feira, 27 de julho. A força-tarefa mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Guarda Municipal e de dezenas de voluntários que tentam localizar o paradeiro da criança na área rural de Campo Redondo, região metropolitana.
João Gabriel é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não é verbal. O desaparecimento ocorreu na manhã do domingo anterior, 26 de julho, em uma chácara situada nas proximidades de uma área de mata. De acordo com os relatos fornecidos pelos familiares às autoridades, o garoto foi visto pela última vez quando se encaminhava para um banheiro localizado na parte externa da residência.
Como a demora para o retorno excedeu o tempo habitual, os parentes iniciaram as verificações pelas imediações por volta das 10h do domingo. Diante da ausência de pistas, as forças de segurança foram acionadas imediatamente para iniciar o protocolo oficial de resgate e salvamento.
Complexidade e estratégias na operação de busca
No momento em que desapareceu, o menino vestia uma calça azul escura e uma camiseta escolar de uma instituição de ensino de Londrina, município onde a família residia antes de se mudar para Araucária. Os trabalhos de varredura começaram ainda no domingo, por volta do meio-dia, e avançaram por toda a madrugada, reunindo dezenas de profissionais e colaboradores da comunidade.
A operação conta com a atuação de dezenas de bombeiros e voluntários engajados na localização. A estratégia de busca foi ampliada com o suporte de equipes especializadas em salvamento aquático, que realizam varreduras em tanques e corpos d’água espalhados pela propriedade e arredores.
A força-tarefa emprega recursos tecnológicos e logísticos avançados, incluindo um helicóptero, aeronaves não tripuladas equipadas com sensores térmicos e cães farejadores. Viaturas e equipes de patrulhamento a pé também cobrem o perímetro de forma minuciosa.
Desafios do terreno e perfil da criança
Os socorristas apontam que o terreno apresenta barreiras significativas para o avanço rápido das equipes. A presença de trechos de vegetação densa e fechada, além de tanques de água e uma fossa na região, exige cautela redobrada e planejamento estratégico para cobrir toda a extensão com segurança.
Um fator determinante na condução do resgate é a condição de autismo não verbal de João Gabriel. Os especialistas explicam que o ruído gerado por aeronaves e drones pode provocar susto ou fazer com que a criança busque esconderijos ainda mais isolados. Por essa razão, a atuação coordenada de equipes terrestres e o emprego de cães farejadores assumem papel central na tentativa de aproximação segura.
As autoridades seguem em regime de mobilização integral, concentrando esforços em todos os pontos possíveis da zona rural para garantir que o menino seja encontrado o mais rápido possível.



