O juiz Leonardo Bechara Stancioli decretou a prisão preventiva de Marcelo Alves dos Santos, humorista que confessou ter matado Raíssa Suellen Ferreira da Silva, de 23 anos. A decisão veio nesta quarta-feira (10), em audiência de custódia. Na decisão, o magistrado destacou que Marcelo não colaborou de forma espontânea com as investigações e que sua liberdade representa risco à ordem pública.
A jovem Raíssa estava desaparecida desde o dia 2 de junho, após aceitar uma suposta proposta de trabalho em Sorocaba (SP). Marcelo, que se apresentava como criador de conteúdo humorístico, mentiu ao afirmar que a levaria à cidade paulista.
Em vez disso, conduziu a jovem até sua residência, onde teria “se declarado” para ela. Após a recusa de Raíssa, Marcelo a matou e ocultou o corpo, que só foi localizado dias depois, em uma área de mata em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
“Para que o mesmo possa aguardar o julgamento neste momento acautelado. Ao mesmo tempo, analisando os pedidos da defesa, defino para que resguardem a integridade de Marcelo dentro da unidade, mantendo separado dos demais, ou que resguarde sua segurança, colocando-o em local seguro”
— concluiu Leonardo Bechara Stancioli.
Dhony de Assis, o filho de Marcelo, que teria ajudado o pai a esconder o corpo de Raíssa, foi solto após pagar fiança de R$ 500. A Polícia Civil classificou o caso como feminicídio e segue apurando os detalhes do crime.



