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sexta-feira, novembro 6, 2026

Médico é condenado a 10 anos de prisão por cobrança indevida de pacientes do SUS

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A Justiça Estadual do Paraná condenou o médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz a dez anos de prisão por cobrar valores de pacientes para a realização de procedimentos custeados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2015 e 2017. Ao todo, a 4ª Promotoria de Justiça de Toledo relatou 11 episódios de cobranças indevidas.

A sentença foi assinada no fim do ano passado pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, da 1ª Vara Criminal de Toledo, e divulgada pelo Ministério Público nesta terça-feira (10).

De acordo com a Promotoria, o médico solicitava pagamentos que variavam entre R$ 50 e R$ 200 durante consultas ou no momento das cirurgias, realizadas em unidades hospitalares de Toledo. As cobranças eram feitas diretamente aos pacientes ou a seus familiares, sob a justificativa de custear honorários de anestesista ou outros serviços que, segundo ele, não teriam cobertura do SUS.

O Ministério Público apontou ainda situações em que pacientes “sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para efetuar os pagamentos”.

Durante o processo, o médico afirmou que não ficava com os valores e que informava previamente que aquele seria o único custo. Também declarou que houve casos de pacientes que não realizaram o pagamento e, ainda assim, foram operados.

O réu foi condenado por corrupção passiva em 11 ocasiões. A pena estabelecida é de dez anos de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 250 dias-multa — cada um equivalente a meio salário mínimo vigente à época dos fatos.

Por Redação em 10 de fevereiro, 2026

Economia