A eliminação para o Operário Ferroviário na semifinal de 2026, após empate por 2 a 2 no tempo normal e derrota nos pênaltis, ampliou o jejum alviverde e igualou uma marca negativa que não era registrada desde o início da década de 1990.
A queda mantém o Coxa distante da decisão estadual desde 2022 e repete um cenário que havia ocorrido entre 1991 e 1994, quando o clube também acumulou quatro temporadas seguidas sem chegar à final.
Se de um lado a frustração toma conta do Alto da Glória, do outro o Fantasma celebra. Atual campeão — após levantar a taça em 2025 — o Operário garante presença na decisão pelo segundo ano consecutivo e consolida seu momento de protagonismo no cenário estadual.
A sequência recente de eliminações do Coritiba começou em 2023. Naquela edição, o time caiu nas quartas de final diante do FC Cascavel, após derrota por 3 a 1 no jogo de ida, no oeste do estado, e empate sem gols no Couto Pereira.
Em 2024, o algoz foi o Maringá Futebol Clube. O Coxa perdeu por 2 a 0 no Willie Davids e ficou no 0 a 0 na volta, dando adeus ao torneio na semifinal. No ano seguinte, novamente contra o Maringá, a eliminação veio nas quartas de final: derrota por 2 a 0 fora de casa e empate por 1 a 1 em Curitiba, fechando o confronto em 3 a 1 no placar agregado.
O retrospecto remete ao período entre 1991 e 1994. Em 1991, no formato de pontos corridos, o Coritiba terminou na quinta colocação e ficou fora da decisão. Em 1992, foi eliminado no quadrangular que valia vaga nas semifinais. No Estadual de 1993, caiu na terceira fase ao encerrar o grupo decisivo na última posição. Já em 1994, até alcançou o quadrangular final, mas terminou em terceiro lugar nos critérios de desempate, novamente longe da briga pelo título.
Três décadas depois, a história volta a se repetir — e aumenta a pressão por uma reação alviverde nas próximas temporadas.
Por Rafael Silva em 21 de fevereiro, 2026



