Motoristas e pedestres que transitaram pela Rodovia do Xisto nas imediações da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) recentemente notaram uma mudança significativa na paisagem local. Com a supressão de árvores na via marginal, a visualização das instalações da refinaria ficou muito mais aberta, o que acabou gerando dúvidas e questionamentos entre a comunidade sobre a finalidade da intervenção na área verde.
Diante dos questionamentos levantados por moradores e condutores que passavam pelo trecho, a assessoria de comunicação da Petrobras veio a público detalhar o cronograma e os motivos técnicos que embasam a operação. De acordo com a estatal, os trabalhos de supressão vegetal começaram ainda no mês de maio e concentram-se na remoção de espécies exóticas, com destaque para os eucaliptos, localizados nas proximidades da cerca norte da unidade de refino.
Medida preventiva de segurança
A intervenção, segundo a empresa, possui caráter estritamente preventivo. O objetivo principal é mitigar riscos operacionais e de segurança associados à presença de árvores de grande porte ou que apresentem algum grau de instabilidade perto de infraestruturas elétricas sensíveis e de zonas com intenso fluxo de veículos e trabalhadores.
A estatal destacou que incidentes anteriores motivaram a execução do serviço. “Já registramos queda de árvores sobre a fiação elétrica, situação que causou interrupções de energia na vizinhança, e em casos extremos poderia causar acidentes ocupacionais, danos a equipamentos e impacto operacional”, pontuou a companhia por meio de nota oficial.
Para garantir a segurança durante a execução das supressões, a Petrobras ressaltou que todas as etapas contam com acompanhamento técnico especializado e com a participação direta da concessionária de energia elétrica local, prevenindo acidentes com a rede de alta tensão.
Próximos passos e recomposição ambiental
Os trabalhos de manejo e corte de vegetação na área norte da refinaria devem continuar avançando ao longo das próximas semanas. A empresa garantiu que todo o material resultante do serviço, como troncos e galhos, está recebendo a destinação ambientalmente adequada e seguindo os protocolos exigidos para esses resíduos.
Além da remoção preventiva, a estatal assegurou que o compromisso com o meio ambiente será mantido após o encerramento das atividades de corte. Está prevista para uma etapa posterior a recomposição total da área norte com o plantio de espécies de vegetação nativa da região.
Essa futura etapa de reflorestamento tem como finalidade não apenas repor a cobertura vegetal e colaborar com a recomposição ambiental do entorno da Repar, mas também estabelecer um novo cinturão verde que seja ecologicamente equilibrado e que elimine os riscos futuros associados a árvores de grande porte incompatíveis com a infraestrutura urbana e industrial do local.



