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terça-feira, outubro 20, 2026

Araucária é selecionada para capacitação nacional em prevenção de riscos climáticos

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Araucária é selecionada para capacitação nacional sobre prevenção de riscos climáticos

O município de Araucária, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, foi escolhido entre dez cidades de todo o país para integrar o curso nacional intitula

O enfrentamento aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige não apenas investimentos em infraestrutura, mas também a qualificação contínua de agentes técnicos envolvidos na formulação e execução de políticas públicas. Nesse contexto, o município de Araucária, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, destacou-se nacionalmente ao ser escolhido entre dez cidades de todo o país para integrar um programa de capacitação focado na adaptação e mitigação de vulnerabilidades urbanas.

A participação no curso intitulado “Urgência Climática: Implementando Soluções em Territórios Urbanos Vulneráveis” foi viabilizada por meio da mobilização de uma equipe técnica multidisciplinar da Prefeitura de Araucária. Os profissionais selecionados representam diversos setores estratégicos da administração municipal, englobando áreas como Projetos Viários, Pesquisa e Planejamento Urbano, Plano de Mobilidade, Defesa Civil, Meio Ambiente, Licenciamento Ambiental, Regulação Fundiária e Habitação.

A iniciativa de formação é promovida pelo Ministério das Cidades em parceria com o conceituado Lincoln Institute of Land Policy, instituição sediada nos Estados Unidos. A articulação entre diferentes saberes permitiu que o município absorvesse diretrizes modernas de gestão pública voltadas à sustentabilidade e à resiliência das cidades.

Gestão climática e troca de experiências

De acordo com a engenheira Júlia Blasius, coordenadora da equipe local e integrante do grupo de 15 servidores municipais capacitados, a formação cumpriu o papel de instrumentalizar a administração para os desafios ambientais contemporâneos. “O que o curso fez foi ensinar o município a fazer a gestão climática”, destacou a especialista.

A estrutura do programa foi dividida em três blocos principais. A programação contemplou tanto fundamentos teóricos — como a análise do panorama das mudanças climáticas no Brasil, o conceito de desenvolvimento urbano sustentável e a exploração de cenários futuros — quanto abordagens práticas, a exemplo de soluções baseadas na natureza e metodologias avançadas de tratamento e gestão de riscos.

Além do conteúdo programático, os servidores municipais enfatizaram a relevância do intercâmbio de saberes. A oportunidade de debater planejamento urbano, adaptação climática e redução de desastres com representantes de outras regiões brasileiras enriqueceu o aprendizado. Como parte das exigências da formação, o grupo desenvolveu um projeto prático fundamentado em dados reais do município, demonstrando a aplicabilidade dos conceitos estudados.

Elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos

O encerramento da capacitação ocorre em um momento estratégico para Araucária, que atualmente concentra esforços na formulação do seu Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Trata-se de um instrumento fundamental de planejamento urbano voltado de maneira específica para a prevenção e a mitigação de eventos socioambientais adversos.

Entre as principais finalidades do PMRR estão o mapeamento e diagnóstico detalhado das áreas vulneráveis, o estabelecimento de prioridades para intervenções estatais, a proposição de medidas de caráter estrutural e não estrutural, e a projeção de custos operacionais. A ferramenta também otimiza a organização de dados técnicos, o que simplifica a captação de recursos financeiros junto a outras esferas governamentais e fortalece a integração intersetorial das políticas públicas.

Paralelamente, o município avança em outra frente importante vinculada ao Ministério das Cidades, executada em cooperação com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). Este desdobramento ocorre sem custos diretos para os cofres municipais e prevê etapas como o mapeamento rigoroso de áreas de risco, a realização de oficinas participativas com a comunidade, levantamentos técnicos com o auxílio de tecnologias modernas como drones e a definição assertiva de diretrizes para a proteção da população.

Economia