Torna-se imprescindível analisar a sequência de resultados que antecedeu o revés sofrido pelo Coritiba na partida contra o Vasco, em São Januário. Afinal, a equipe paranaense não registrava um placar tão elástico negativo há bastante tempo, o que gerou ampla repercussão entre torcedores e analistas esportivos.
Para entender o contexto atual, é preciso retomar a derrota de virada sofrida para o Mirassol, no estádio Couto Pereira, marcada por falhas no setor defensivo alviverde. Logo em seguida, o time enfrentou o Athletico também em casa, em um clássico eletrizante que terminou empatado. Embora tenha sido igualdade, o resultado teve sabor de vitória para os coritibanos devido às circunstâncias da partida e à intensa rivalidade centenária entre os clubes.
Deixando de lado o tropeço diante do Mirassol e focando no Atletiba, é possível traçar um paralelo com o vexame que ocorreria no Rio de Janeiro. No clássico estadual, o Coxa perdia por 3 a 1 para o rival quando a zaga atleticana cometeu falhas nos minutos finais, permitindo que o zagueiro Rodrigo Moledo marcasse duas vezes de cabeça nos acréscimos. A reação garantiu um empate heroico, celebrado com muita euforia pela torcida e pelo elenco.
Do clima de superação ao pesadelo em São Januário
No entanto, a euforia pelo empate no clássico deu lugar a uma atuação irreconhecível e a uma derrota acachapante para o Vasco da Gama fora de casa.

Um dos principais fatores para o revés passou pelos desfalques importantes na equipe comandada pelo técnico Fernando Seabra. O treinador não pôde contar com os lesionados Chermont e Jacy, além do atacante Breno Lopes, que cumpria suspensão. Sem conseguir dar consistência tática ao time, o Coritiba acabou sendo amplamente dominado pelos vascaínos no reduto adversário.
O Vasco, que mantinha uma longa invencibilidade como visitante e contava com um eficiente sistema de contra-ataque, entrou em campo pressionado pela proximidade com a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A postura agressiva surtiu efeito logo cedo, quando uma tabela na grande área permitiu que Colidio finalizasse com precisão para abrir o placar.
A partir daí, o goleiro Pedro Morisco, apesar de não ter cometido falhas individuais e de ter realizado defesas difíceis — além de ver duas bolas explodirem na trave —, acabou sofrendo outros quatro gols ao longo do confronto. A falta de poder de reação e de atitude competitiva por parte do time coxa-branca impediu qualquer tentativa de amenizar o marcador em solo carioca.
Antônio Carlos Carneiro Neto e sua trajetória na imprensa
Figura de destaque na crônica esportiva do estado, Antônio Carlos Carneiro Neto possui uma trajetória marcante no jornalismo paranaense. Natural de Wenceslau Braz e criado em Guarapuava, iniciou sua carreira no rádio e na imprensa escrita em Ponta Grossa, no ano de 1964, antes de se estabelecer em Curitiba para cursar Direito.
Ao longo de décadas de carreira, atuou como repórter, narrador e comentarista nas principais emissoras de rádio e televisão da capital, além de assinar colunas diárias de grande repercussão. Também participou da fundação de importantes prefixos radiofônicos locais no final dos anos 1990.
Como escritor, publicou obras de sucesso como “Atletiba — A Paixão das Multidões” e “É Disso Que o Povo Gosta”. Em reconhecimento à sua contribuição cultural e jornalística, foi empossado na Academia Paranaense de Letras. Atualmente, mantém sua presença ativa na comunicação por meio de projetos audiovisuais voltados ao esporte.



