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segunda-feira, setembro 21, 2026

Feira da louça em campo largo reúne mais de 190 mil visitantes

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A trigésima terceira edição da Feira da Louça encerrou sua programação oficial registrando a marca de aproximadamente 192 mil visitantes ao longo dos dias de evento em Campo Largo. O volume de público iguala praticamente o resultado do ano anterior, consolidando a festividade como um dos principais polos turísticos, culturais e comerciais da região e do estado do Paraná.

O encerramento ocorreu após uma maratona de atividades que misturou oportunidades diretas de compras com a indústria cerâmica local, atrações voltadas para toda a família, oficinas educativas para adultos e crianças e novidades culturais. Mesmo diante de adversidades climáticas registradas durante o período, como chuvas fortes, temporais e alertas emitidos pela Defesa Civil, a presença maciça do público demonstrou a resiliência e a força do setor cerâmico paranaense.

Tradição, gastronomia e experiências interativas

Um dos pontos altos desta edição foi o espaço dedicado à Feira da Louça Gourmet, que atraiu centenas de visitantes diariamente. A Arena Gastronômica Senac registrou lotação máxima em todas as aulas-show apresentadas por chefs convidados, promovendo a união entre conhecimento culinário, entretenimento e a valorização das peças utilitárias produzidas na cidade.

Além da gastronomia, a história que transformou o município em referência nacional ganhou visibilidade por meio de uma iniciativa inédita: o Mini Museu da Louça. O espaço cultural foi montado especialmente para a ocasião, oferecendo a moradores e turistas uma viagem por mais de um século de tradição, empreendedorismo e inovação na fabricação de cerâmica e porcelana.

Resgate histórico e o título de Capital Nacional da Louça

Dividido em módulos temáticos, o museu temporário exibiu peças raras, documentos oficiais, fotografias de época e amostras de fábrica que narraram a evolução da indústria desde a chegada dos primeiros imigrantes na década de 1920 até o reconhecimento oficial obtido com a sanção da lei que consolidou Campo Largo como a Capital Nacional da Louça.

Entre os itens que despertaram maior curiosidade do público estavam peças produzidas nas décadas de 1950, 1960 e 1970, exemplares criados pela Cerâmica Guarani e artigos voltados para exportação para os Estados Unidos. O acervo também contou com louças decoradas manualmente com ouro e cobalto, além de maletas de amostras utilizadas antigamente por representantes comerciais que viajavam pelo país apresentando catálogos físicos aos clientes.

Parte significativa do material histórico exposto foi cedida pelo historiador Renato Hundsdorfer e pelo acervo do Museu Histórico de Campo Largo. A curadoria também prestou homenagens a personalidades fundamentais para o desenvolvimento do setor, como o empresário José Canisso e o presidente do Sindilouça, Fabio Germano, cuja gestão marcou o processo de expansão da feira e a conquista do título federal.

O evento foi promovido pelo Sindilouça-PR, contando com patrocínio da Prefeitura Municipal de Campo Largo, Sistema Fecomércio PR, Sistema Fiep, Sebrae, Compagás, Cocel, BRDE e Caixa Econômica Federal, além do apoio institucional do Governo do Estado do Paraná por meio da Secretaria de Turismo.

Economia